Desde a Antigüidade, o ser humano se preocupa com a perda de seu patrimônio devido a algum infortúnio. Na antiga China, de 5000 a 2300 a.c., o transporte fluvial era feito em frágeis barcas. Em razão disso, cada barca transportava apenas uma parte da mercadoria de cada comerciante; em caso de afundamento ou apresamento, apenas uma parte dos bens de cada um se perderia. Apesar de ser um modo rudimentar de prevenção, os seguros mais modernos funcionam sob o mesmo princípio: a distribuição do risco.
Os pastores caldeus, em 3000 a.c., já faziam uma espécie de cooperativa para repor as cabeças de gado perdidas. Os babilônios, em 2300 a.c., faziam convênios antes de suas caravanas atravessarem o deserto, para garantir o pagamento dos camelos que se perdessem durante a viagem.
Os fenícios, em 1600 a.c., evoluíram muito na técnica de prevenção de sinistros. Conhecidos pelo seu intenso comércio marítimo, estabeleceram convenções que concediam novas embarcações aos navegadores que as tivessem perdido. Como garantia contra os prejuízos de viagens futuras, criaram um fundo de reserva, subtraído do lucro. Toda mercadoria que chegava a salvo era onerada com o valor da que se perdia. Assim, o prejuízo era também dividido para um bem maior.
Na Grécia, em 900 a.c., as leis de Rodes obrigavam todos os envolvidos na empreitada a pagar os prejuízos, caso as mercadorias fossem lançadas ao mar. Em 600 a.c., as leis de Atenas preveniam os gastos inesperados por meio de caixas de auxílio mútuo.
Todos os povos com intensa atividade comercial desenvolveram suas formas de seguro e prevenção contra possíveis prejuízos. Em 1318, na Itália, foi publicada a Ordenança de Pisa - a primeira legislação sobre seguros. Em 1347, apareceu o primeiro Contrato de Seguro, que estava relacionado a um transporte de mercadorias efetuado entre Gênova e a ilha de Maiorca, protegendo o proprietário contra eventual perda da mercadoria. Assim, foi no comércio marítimo que naturalmente o seguro surgiu e evoluiu.
Somente em 1488 surgiu a primeira apólice de seguros terrestres. Assinada em Florença, a favor de Fernando I, garantia ao monarca uma coroa preciosa enviada para Nápoles. A primeira apólice de seguro de vida, feita por William Gybbons, um empresário londrino, data de 18 de junho de 1583. Foi emitida pela Real Bolsa de Londres, para 16 mercadores pertencentes à Câmara de Seguros.
A partir de 1654, o negócio das seguradoras passou a se tornar mais técnico, e houve mais lucro na venda das apólices, graças ao trabalho de Pascal, intitulado "Geometria do acaso", que permitiu criar a técnica indispensável para a elaboração das famosas "tabelas de mortalidade". Em 1671, o holandês Johan de Witt, diplomata financeiro, calculou pelo método de Pascal a probabilidade de uma pessoa, em cada ano da sua vida, morrer num determinado período de tempo. A partir daí, surgiram várias empresas de seguros, que cobriam não só diversos tipos de sinistros, como os marítimos, os terrestres, os incêndios como também os seguros de vida.
Nesse florescimento da indústria de seguros, a história de um especial grupo de seguradores tornou-se uma referência obrigatória. Em 1660, Edward Lloyd abriu seu famoso café Lloyd's, em Londres, no qual se reuniam diversos comerciantes de seguros, chamados "tomadores de risco". Eles fundaram uma associação seguradora em que todos assumiam individualmente os riscos de outras pessoas. Em 1666, um grande incêndio consumiu Londres, mas o Lloyd's foi poupado. Imediatamente uma nova modalidade de seguros apareceu: o seguro contra incêndio.
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Fonte: www.paulinas.org.br
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