De 1347, em Gênova, época em que foi firmado o primeiro contrato de seguros, nos moldes atuais, até hoje, muita coisa mudou no seguro.
No Brasil, a história é mais recente, pois foi só em 1808, com a abertura dos portos por D. João VI, que o seguro surgiu no Brasil. Dali em diante nasceram as seguradoras Boa-fé e Tranqüilidade, além das empresas estrangeiras, que trouxeram experiência as necessidades brasileiras. Com a proclamação da República e a promulgação, em 1916, do Código Civil, já impactado pelo Código Comercial, que apenas 30 anos depois da independência do País, regulamentava o seguro marítimo brasileiro, houve a migração para uma nova fase no seguro. Diante desta evidência, em 1939 cria-se o IRB – Instituto de Resseguro do Brasil, seguindo-se, em 1966, do Decreto Lei 73 e a institucionalização do Sistema Nacional de Seguros Privados e SUSEP – Superintendência de Seguros Privados. Virtuosamente, algum tempo antes, em 1964, foi regulamentada a profissão de Corretor de Seguros, através da Lei nº 4.594 que estabelecia, no artigo 1º, a importância do corretor como "o intermediário legalmente autorizado a angariar e a promover contratos de seguros, admitidos pela legislação vigente, entre as sociedades de seguros e as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado".
De lá para cá muita coisa mudou e o corretor de seguros passou a apresentar um comportamento evolutivo, assim como se inovou o seguro. Antes, de pasta na mão e um manual técnico contendo especificações e taxas, ele atravessava o Brasil para explicar o que era o seguro, mas nem sempre vitorioso na venda, muitas vezes experimentou amargas surpresas, decepções e desconfianças, num produto, e numa profissão, que nem sempre gozavam de credibilidade. Mas no caminho do progresso e na comercialização deste produto, que em ocasiões passadas era simplesmente escrita num pedaço de papel qualquer, assim como o exemplo clássico está no aditamento de uma apólice, que ainda hoje é chamado de “endosso” – do latim “in dorsum”, com o sentido de “dorso” ou “costas” (da apólice), escrita a mão, ou a máquina de escrever atrás do documento, assim foram fundamentadas as necessidades do mercado e, conseqüentemente, a necessidade do corretor. Por isto que ele assimilou tão bem toda a inovação constante no seguro.
Tecnologicamente bem equipado e com conhecimento suficiente para prestar o melhor serviço para o segurado, na maioria das vezes, o corretor moderno tem condição de oferecer os melhores produtos, das melhores seguradoras, ao custo justo e de acordo com o perfil de avaliação de risco de cada cliente. Entretanto, o fato é que o corretor de seguros estará ligado ao segurado, por responsabilidade civil e criminal, enquanto durar a vigência da apólice. E nesta altura do nosso século, fazer seguro sem corretor intermediando soa como um ato de despreparo, para insegurança do próprio consumidor.
Diferentemente dos tempos remotos, o seguro hoje moderniza-se por minuto, assim como as mesmas seguradoras que guardavam seus estoques de propostas/ apólices/ endossos/ sinistros em infindáveis fichários e arquivos de aço, e hoje possuem tecnologia farta, complexa, eficiente e cara. Portanto, este profissional que produz devia possuir conhecimento suficiente para atender a sociedade em que vive e distribuir não só o seguro, mas toda esta complexa tecnologia e gama de produtos e serviços. Deste modo o universo de corretores ocupados com esse “boom” do mercado, bem como a qualidade do atendimento e distinção é altíssima. Deixando para trás os profissionais que não tem este compromisso com seus segurados. Por isso, presta distinguir entre um vendedor de seguros e o próprio corretor de seguros.
A história, finalmente, mostra que na Babilônia, muito tempo antes do nascimento de Cristo já surgiram indícios de mutualismo (seguro). Hebreus e Fenícios também já praticavam o seguro na navegação. Pascal desenvolveu a teoria das probabilidades, que justificou o preço do seguro até os nossos dias. Em 1678 surge o Lloyds, uma verdadeira referência ao mundo do seguro, com séculos de tradição e segurança. Nisto, seguido por tudo o que foi comentando, a evolução atingiu o mundo do seguro, assim como a profissão de corretores de seguros. Dos brokers, nos EUA, aos corretores no Brasil - e no restante do mundo - todos são unânimes em afirmar que não é seguro sem corretor intermediando. Portanto, a medida que este profissional secularizado cresce, a segurança para a sociedade em que vive sobe, além de despertar o desejo de garantias para os bens dos consumidores em geral. Portanto: Seguro? É sim, "com corretor de seguros"!
(PORTAL NACIONAL DE SEGUROS)
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